Afrodescendentes Online

Pergunta:
Boa noite, A alguns meses mandei esse e-mail abaixo e obtive a resposta abaixo: Pergunta: Passei num concurso aqui no Paraná a nível estadual e tinha 04 vagas,sendo 01 reservada a afro-descendente. Concorri na vaga para afro e fiquei em 1° na "cota", mas no geral em 9°. Gostaria de saber se eu não for chamado, posso recorrer, pois meu medo é de mais uma vez ser injustiçado por ser negro. att. Clarindo Ramos Resposta: Estimado Clarindo Ramos, Se o Edital do Concurso reserva, das quatro vagas existentes, 01 para cotista e, tendo você obtido a pontuação mais alta na condição de "cotista", você tem nota para ocupar essa vaga, independe da qualificação no computo geral. A menos que haja algum requisito no Edital que possa cortar você. Sugerimos que releia o Edital e verifique se pode haver algum mecanismo de corte que possam utilizar para não chamá-lo. Se você cumpre todos os requisitos se há a vaga destinada e se é você (com sua classificação) que ocupa esta mesma vaga, não há motivos para não chamá-lo. Você deve estar atento se as pessoas estão sendo chamadas na ordem, para que não se corra o risco de "pularem" o seu nome, quando chegar a sua vez. /// Abraço e Sucesso! Agradecemos à advogada Dr. Rebeca Oliveira Duarte, do Observatório Negro - Recife-PE, pela resposta. Fui convocado por e-mail, só que como não tinha experência, fui desclassificado. O interessante é que haviam 04 vagas para operador e nós fomos convocados em nº de 05, eu apenas como afrodescendente. Os 04 primeiros foram classificados e já estão trabalhando.Pergunto: E a vaga para afrodescendente? a vaga foi ocupada por um dos 04 primeiro. Pode isso? A lista da convocação encontra-se no site da Ferroeste neste endereço: http://www.ferroeste.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=23 na lista de atualizado. Colocaram-me como não compareceu. Esse Brasil é uma vergonha mesmo, até em concurso público existe falcatrua. Obrigado pela atenção. Se puderem me responder, indicando algum meio de recorrer, fico no aguardo. att. Clarindo.



Resposta:
Estimado Clarindo, /-/-/ (1) Todas as observações da resposta anterior continuam valendo. (2) Você informa que "como não tinha experiência, fui desclassificado". /-/-/ Conforme resposta anterior, precisa verificar se "experiência de quanto tempo" era um dos requisitos para a seleção. /-/-/ Quanto ao que você informa sobre "haviam 04 vagas para operador e nós fomos convocados em nº de 05, eu apenas como afrodescendente", esta é uma afirmativa que você precisa ter certeza. Quero dizer, se você recebeu a convocação por e-mail (como você informa), como sabe que foi o 5º a ser convocado? /-/-/ No caso de um processo, todas as afirmativas precisam estar confirmadas, você não pode trabalhar com hipóteses, como você bem sabe. /-/-/ Então, você pergunta: "E a vaga para afrodescendente?". Clarindo, esta é uma pergunta que você pode tentar responder acionando judicialmente o estado do Paraná, já que (1) o concurso foi em nível estadual (2) tinha 04 vagas (3) sendo 01 reservada a afro-descendente (4) você concorreu na vaga para afrodescendente e (5) ficou em 1° na "cota" (mas, no geral, em 9°), como você afirmou anteriormente. /-/-/ Sobre "Colocaram-me como não compareceu." é outra afirmativa que você precisa comprovar. /-/-/ Clarindo - de posse das confirmações, conforme acima, e ainda tendo por base nossa resposta anterior - se você achar conveniente colocar um processo contra o estado para reaver seu lugar e seu direito, sugerimos contatar alguma instituição no Paraná, mais especificamente uma instituição que trabalhe com direitos humanos e contra a discriminação racial. /-/-/ Talvez você possa obter informações sobre entidade do Paraná que atua na luta contra o racismo e pela igualdade de direitos, entrando em contato com a Rede de Mulheres Negras do Paraná, pelo e-mail redemulheresnegraspr@yahoo.com.br. Talvez você possa ter alguma orientação através do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Paraná - NEAB-UFPR - email: neab@ufpr.br - tel.: (41) 3310-2707 ou, ainda, através da professora Maria de Lourdes de Souza - Pedagoga - Conselheira de Direitos Humanos do Paraná - santa.axe@terra.com.br. Ainda com Amélia de Lara - ameliadelara@ibest.com.br ou Maria Nilza da Silva - mnilza@uel.br. /-/-/ Não sabemos se os endereços pessoais indicados estão atualizados. No momento, não estamos com os endereços atualizados das instituições específicas na luta racial. Desejamos sucesso e que você possa ocupar seu lugar que, como você informa, é seu desde o princípio. Axé, Ana /-/-/ No caso de escrever para os e-mails citados, pode citar que foi indicado por "Memória Lélia Gonzalez", do Rio de Janeiro.